Programa de Controle da Poluição, um orgulho da Cidade

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

30/12/2014

 

Implantado em 2009 pela Prefeitura, o programa vem reduzindo cada vez mais os passivos ambientais da atividade portuária no Município

 

 

Desde 2009, a Secretaria de Meio Ambiente de Guarujá desenvolve o Programa de Controle da Poluição Portuária e Retroportuária. Considerada um orgulho da Cidade, a iniciativa resultou na redução dos níveis de poluição provocadas pelas atividades portuárias no solo, mananciais e estuário nos últimos anos. A fiscalização é feita por terra e no mar, com lanchas nos diversos terminais dentro e fora do Estuário do Porto do Guarujá, onde é feito o monitoramento e controle ambiental.

 

 

A contaminação do Estuário começou nos anos 50, a poluição do canal por décadas deixou um passivo ambiental muito grande. Por esse motivo, atividades como a dragagem do canal de navegação devem ser executadas com muito controle para evitar a disseminação de resíduos tóxicos e metais pesados presentes nos sedimentos do estuário, como o benzopireno, que é altamente cancerígeno, além de outros metais pesados que causam sérios problemas de saúde pública.

 

 

O papel da Secretaria de Meio Ambiente tem sido o de identificar, inventariar e buscar soluções para problemas encontrados, como a lavagem de contêineres com soda cáustica, que pode ser substituída por produtos que não agridem o meio ambiente e nem contaminam o lençol freático. No início da implantação do Programa Oficial de Controle Ambiental do Porto de Guarujá, chegou a haver uma certa resistência por parte das empresas. No entanto, esse quadro mudou e atualmente muitas procuram a Prefeitura para se adequar às normas ambientais.

 

 

A atividade portuária, apesar de ser importante, é altamente impactante pelos problemas gerados, como vazamento de óleo, resíduos de produtos químicos e agrícolas que poluem o solo, a água e o ar; além do impacto na mobilidade urbana, gerado por milhares de caminhões que circulam todo dia pela Cidade, principalmente nos períodos de safra, e que trazem uma série de inconvenientes. As empresas que operam no Guarujá fazem a limpeza dos acessos ao Porto e dos trilhos, o que evita deslizamentos de veículos leves (motos), e o mau cheiro causado pela putrefação dos cerais .

 

 

A Secretaria de Meio Ambiente mantém um controle rigoroso das operações de carga e descarga de produtos químicos e alimentos, para evitar que os produtos acabem contaminando as águas. Nos últimos seis anos, a Secretaria de Meio Ambiente, que mantém um banco de dados das empresas, identificou mais de 500 fontes de poluição estuarina. As multas geradas são revertidas em compensações ambientais, por meio delas a Cidade conquistou uma Usafa, o laboratório marinho, além de equipamentos e veículos.

 

 

O secretário interino de Meio Ambiente destaca que Guarujá avançou muito no desenvolvimento com sustentabilidade, promovendo o crescimento econômico, aliado à preservação da Natureza e a qualidade de vida das pessoas.”Avançamos na parte ambiental, transporte de carga e na parte habitacional com milhares de casas que serão entregues, as habitações subnormais, ocupando áreas de mangue e encostas de Mata Atlântica. Este passivo ambiental está sendo resgatado como rogramas como o Minha Casa Minha Vida, PAC e outros”.

 

 

Segundo o diretor de Controle e Fiscalização, a filosofia do Programa é adequar a atividade portuária com a manutenção da qualidade de vida. “É um problema que precisa ter uma fiscalização continuada, orientando e multando quando necessário. Guarujá faz o controle, mas é preciso que as outras cidades, que também exercem a atividade portuária na região, façam mesmo. O trabalho que desenvolvemos aqui é motivo de orgulho para o Guarujá ’.

 

 

O presidente do Instituto de Segurança Socioambiental (ISSA) e vice-presidente do Conselho Municipal de Defesa do Meio Ambiente (Condema), João Leonardo Mele, é categórico em afirmar que a solução ideal é que todas as cidades da Baixada, que possuem terminais portuários participem do Programa de Controle de Poluição Portuária ”O objeto do programa é a preservação do Estuário, que banha toda a Baixada Santista. O ideal seria uma metodologia de trabalho, que envolvesse todas as secretarias de meio ambiente da Baixada, formando monitores e fiscais, e a Agência Metropolitana de Desenvolvimento (Agem) poderia intermediar esse processo, que é de interesse de todos os municípios”, finalizou.

 

fonte:http://portal.guaruja.sp.gov.br/2014/12/programa-de-controle-da-poluicao-um-orgulho-da-cidade/