Saiba quem são os candidatos na eleição para presidente da Fifa

Portal EBC                                                                                        10/04/15 10h39

 

 

Depois de 17 anos à frente da Fifa, o suíço Joseph Blatter terá três adversários em eleição prevista para o dia 29 de maio. Além do atual mandatário, concorrem na eleição para presidente da Fifa o ex-craque português Luís Figo, o príncipe da Jordânia Ali Bin Al-Hussein e o presidente da Federação Holandesa de Futebol Michael van Praag. Conheça quem são os candidatos à Presidência da Fifa:

 

Joseph Blatter

Atual presidente da Fifa, Joseph Blatter vai tentar ser eleito pela quinta vez seguida. No site da instituição, o currículo de Blatter aponta que ele foi jogador amador de futebol na suíça. De jogador discreto, ele se tornou um cartola conhecido.

 

Ele chegou à Fifa em 1975, depois de passar por federações de hóquei no gelo, organizações de Olimpíadas e pelo time suíça do Neuchâtel Xamax. Presidente desde 1998, quando sucedeu o aliado João Havelange (que ficou 24 anos no poder), Blatter sofreu abalos com denúncias de corrupção dentro da entidade.

 

Confiante em uma vitória “fácil”, Joseph Blatter não tem plataforma oficial de campanha. Ao ser indagado sobre o assunto, o atual presidente afirmou que a plataforma seriam os “17 anos à frente da Fifa” e os “40 anos na entidade”.

 

Luís Figo

Escolhido como melhor jogador do mundo em 2001, o português Luís Figo é um nome de peso nas eleições para presidente da Fifa. Craque do Barcelona, Real Madrid e Inter de Milão, Figo nunca foi dirigente de federações de futebol.

 

Depois que encerrou a carreira, em 2009, ele passou a se dedicar o tempo para uma fundação e uma academia para jovens talento. No mundo dos dirigentes, ele tem experiência como membro do comitê da Federação Europeia de Futebol (UEFA).

 

Na plataforma de campanha, Figo defende a abertura do debate sobre a estrutura da Copa. Em uma dessas propostas, há a sugestão para que o Mundial passe a ter 48 seleções e duas sedes em continentes diferentes. Ele defende a maior participação das federações nas decisões da Fifa e o aumento da transparência por parte das entidades.

 

Ali Bin Al-Hussein

De acordo com a sua biografia oficial, o príncipe da Jordânia Al-Hussein viveu a adolescência nos Estados Unidos e Inglaterra. No ocidente, ele se apaixonou por esportes. Quando voltou ao país (em 1999), assumiu a Federação Jordaniana de Futebol. O futebol evoluiu no país com o príncipe como dirigente.

 

Mesmo sem conseguir chegar a Copas do Mundo, a seleção nacional ficou perto da vaga em 2010 e 2014. Em paralelo com o crescimento do futebol no país, Al-Hussein estreitou laços com a Fifa. Tanto que, desde 2010, é vice-presidente da confederação na região da Ásia. Como trunfo para a eleição, ele conta com o apoio de países da Ásia.

 

Al-Hussein já declarou que pretende ser “uma cara nova” na Federação Internacional de Futebol. Na plataforma oficial, fiz que quer aumentar a participação das federações nas decisões da Fifa e que deseja rever os mecanismos de transparência da federação. A plataforma não é muito detalhada de como ele pensa em fazer isso.

 

Michael van Praag

O atual presidente da Federação Holandesa de Futebol é menos conhecido dos candidatos por parte do público em geral. De acordo com a biografia que consta no site oficial, van Praag (que tem 68 anos) começou no futebol como árbitro, atividade que exerceu durante 16 anos.

 

Depois de se aposentar, o holandês passou pela comissão de arbitragem do país e, posteriormente, virou dirigente de um dos principais clubes do país, o Ajax. Sob o seu comando, o time conquistou o título do Mundial Interclubes de 1995. Em 1998, ele ingressou na Federação Holandesa de Futebol, onde foi eleito presidente em 2009. Como dirigente, ele tem como trunfo o trânsito com presidentes de federações. Neste ano, ele já participou dos congressos da Fifa e Conmenbol.

 

Como candidato, van Praag defende o aumento de participantes na Copa do Mundo para 40 países a partir do ano de 2026. Além disso, ele defende uma atenção especial para categorias de base e para juízes. Em relação á governança, o holandês defende o aumento do repasse de verbas para federações e o aumento de prêmios por participações na Copa. Em contrapartida, ele defende o corte em ações de marketing da entidade como, por exemplo, “filmes promocionais que custam milhões”.