CPI da Petrobras adia depoimento de Mendonça Neto e vota outras convocações

Agência Brasil                                                                          14/04/15 12h20 

 

 

O depoimento do presidente da Setal Engenharia e executivo da Toyo Setal Empreendimentos Ltda, Augusto Mendonça Neto, à Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Petrobras, foi adiado para o próximo dia 23. Mendonça Neto falaria hoje à comissão, mas sua advogada, Beatriz Catta Preta pediu o adiamento da data para que possa acompanhar o executivo na audiência.

 

Um dos delatores do esquema de corrupção investigado na Operação Lava Jato, Mendonça Neto confirmou que pagou propina aos ex-diretores da estatal Paulo Roberto Costa e Renato Duque, e afirmou que a propina estava "institucionalizada" durante a gestão dos acusados. Mendonça Neto ainda confirmou que pagou R$ 12 milhões ao ex-diretor de Serviços e Engenharia da Petrobras Renato Duque.

 

Mesmo sem o depoimento, parlamentares comparecem à CPI no início da tarde de hoje (14) para analisar requerimentos de outras audiências com pessoas citadas na Operação da Polícia Federal, entre eles, Fernando Antônio Falcão Soares. Conhecido como Fernando Baiano, o empresário é acusado de cobrar propina para intermediar a compra de equipamentos para a Petrobras. Em depoimento de delação premiada, o doleiro Alberto Youssef disse que Baiano arrecadava propina para o PMDB em contratos com a estatal.

 

Na lista de possíveis depoimentos que podem ser aprovados hoje, ainda estão os nomes de executivos de empresas envolvidas no caso como Ricardo Pessoa (UTC), Eduardo Hermelino Leite, Dalton dos Santos Avancini e João Ricardo Auler (Camargo Corrêa), Erton Medeiros Fonseca (Galvão Engenharia), Gerson de Mello Almada (Engevix), Sergio Cunha Mendes (Mendes Júnior), José Ricardo Nogueira Breghirolli, Agenor Franklin Magalhães Medeiros, Mateus Coutinho de Sá Oliveira e José Aldemário Pinheiro Filho (OAS).

 

Coutinho também deve falar sobre sua participação no Comitê de Auditoria da Petrobras, quando substituiu um representante dos acionistas minoritários da estatal.