EUA e Alemanha reafirmam que sanções contra a Rússia devem continuar

Agência Brasil                                                       07/06/15 12h48 

 

O presidente norte-americano, Barack Obama, e a chanceler alemã, Angela Merkel, reafirmaram hoje (7), que as sanções do Ocidente contra a Rússia devem continuar, até os russos respeitarem o acordo de cessar-fogo e a soberania da Ucrânia.

 

 

“Os dois líderes discutiram a crise em curso na Ucrânia e concordaram que a duração das sanções deve ser claramente relacionada com a plena implementação, pela Rússia, dos acordos de Minsk (capital da Bielorrússia) e o respeito à soberania da Ucrânia”, informou a Casa Branca em comunicado divulgado durante a cúpula do G7, que ocorre hoje (7) na região da Baviera, na Alemanha.

 

 

A União Europeia e os Estados Unidos, que apoiaram os acordos de paz de Minsk, assinados em 12 de fevereiro (com participação também da Rússia), expressaram de forma unânime a sua preocupação com a retomada dos combates nos últimos dias. Moscou, por seu lado, indicou que o processo de paz corre o perigo de “ser quebrado”.

 

 

As sanções impostas pela União Europeia contra Moscou, que atingiram setores inteiros da economia russa, incluindo bancos, setor de defesa e petróleo, estavam previstas para terminar inicialmente em julho.

 

 

Os acordos de Minsk preveem medidas progressivas até o fim do ano, para pôr fim ao conflito entre separatistas pró-russos e o governo de Kiev no Leste da Ucrânia, que já fez mais de 6,4 mil vítimas, em pouco mais de um ano.

 

 

A Rússia é acusada, pelos países ocidentais, de estar envolvida no conflito ucraniano, apoiando os rebeldes, mas o governo russo nega.

 

 

Na reunião bilateral, Obama e Merkel também discutiram o possível papel da Parceria Transatlântica de Comércio e Investimento (TTIP, na sigla em inglês), acordo de livre comércio, que está sendo negociado entre europeus e norte-americanos para promover "o crescimento e o emprego em ambos os lados do Atlântico".

 

 

Os dois líderes também ressaltaram a importância de trabalharem juntos para chegar a um acordo global sobre o clima, em dezembro deste ano, em Paris.