PM do Rio abre inquérito para expulsar oficiais suspeitos de receber propina

Vinícius Lisboa - Agência Brasil03.10.2014 - 12h45 | Atualizado em 03.10.2014 - 12h48

 

 

A Polícia Militar (PM) abriu inquérito para expulsar os seis oficiais presos por suspeita de fazer parte de um esquema de propina na zona oeste do Rio de Janeiro. A prática dos crimes foi apontada pela Operação Amigos S.A, do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado, do Ministério Público do Rio de Janeiro.

 

O procedimento de investigação foi aberto na semana passada e tem 30 dias de prazo inicial para concluir a apuração, podendo ser prorrogado. Outra medida divulgada hoje (3) foi a abertura do conselho de disciplina para avaliar a conduta dos 18 praças presos na operação.

 

De acordo com a PM, o coronel Sérgio Luiz Mendes será o presidente do conselho no inquérito policial militar (IPM), e o coronel Décio Lima do Bombim, o interrogante e relator. Na semana passada, o comandante-geral da PM, coronel José Luiz Castro de Menezes, havia anunciado a abertura de inquérito, afirmando que os policiais responsáveis terão autonomia e serão acompanhados pelo Ministério Público.

 

Na Operação Amigos S.A., deflagrada no dia 15 de setembro, foram presos 24 policiais militares do 14° BPM, sendo seis oficiais que integraram o estado-maior do batalhão. Também foi preso um mototaxista acusado de participar do esquema de arrecadação de propina. Mais dois policiais foram presos no último dia 29, em um desdobramento da operação.

 

Entre os policiais presos está o coronel Alexandre Fontenelle, que era chefe do Comando de Operações Especiais da Polícia Militar, responsável pelos Batalhões de Operações Especiais (Bope), de Choque e de Ações com Cães. Fontenelle era considerado um dos mais importantes oficiais na hierarquia da Polícia Militar.