É possível vencer o mosquito Aedes aegpty sem saneamento básico?

 

21/03/2016 

 

O Revista Brasil convidou Léo Heller, relator especial das Nações Unidas para o direito humano à água e ao saneamento, para analisar a oferta de saneamento básico no Brasil e o combate aos focos do mosquito transmissor da dengue, do zika vírus e da febre chikungunya.


 
Segundo o relator, o Brasil avançou bastante nas últimas duas décadas, mas ainda não é o suficiente.  “Hoje nós temos uma nova legislação, temos agência reguladora, temos investimentos mais estáveis, temos um espaço institucional que nem sequer existia no Governo Federal, por meio do Ministério das Cidades e da Fundação Nacional da Saúde (Funasa). Mas, eu diria, que tudo isso é muito bem-vindo, mas ainda não é suficiente, porque temos um deficit grande. O avanço na política precisa ter mais estabilidade”, diz Léo Heller.


 
O representante da ONU explica que o Brasil tem grandes preocupações ainda. “Tem uma parte importante da população pobre brasileira que não tem acesso a um bom serviço de água, serviço de esgoto, coleta de resíduos adequada, não vivem uma realidade em que a drenagem das águas de chuvas impeçam as inundações, empoçamentos de água que pode ser vetor, local para procriação dos mosquitos. Avançamos, mas temos muito que avançar, que requer políticas mais contínuas e mais estáveis”, esclarece.