Teste

Em apenas 45 dias, Sergio Leite, novo presidente da Usiminas, elevou de 34 mil para 93 mil toneladas a média mensal da produção da laminação da usina em Cubatão. Seu objetivo é retomar a capacidade produtiva da laminação da usina, extinta em janeiro pelo ex-presidente Romel Erwin de Souza. É a única atividade produtiva da usina na Cidade. A produção e venda de placas elevarão a arrecadação de ICMS. 

Embora a proposta de Sergio Leite valorize a participação da usina de Cubatão no cenário da Usiminas, para o Sindicato dos Trabalhadores Siderúrgicos e Metalúrgicos da Baixada Santista o cenário ainda não valoriza o trabalhador. 

“Nós lutamos em duas frentes; uma para obrigar a empresa a readmitir os 271 demitidos, entre eles trabalhadores integrantes da Cipa, cuja estabilidade não foi respeitada e também companheiros prestes a se aposentar. Outra para impedir o corte dos 500 trabalhadores. A Usiminas não quer diálogo”. afirma Claudinei Rodrigues Gato, novo presidente do Sindicato dos Metalúrgicos. Ele assumiu dia 1, em sucessão a Florêncio Resende de Sá, o Sassá.

Se os empregos em Ipatinga foram preservados, das 500 demissões anunciadas em maio pela empresa, pelo menos 271 ocorreram antes que o sindicato conseguisse ordem judicial para suspendê-las, assinala Gato.  A usina de Cubatão foi a que mais sofreu com os cortes efetuados pela nova diretoria da empresa, sob a justificativa de ajustes à realidade do mercado de aço. 

Suspensão

No ultimo dia 28, a Justiça do Trabalho em Cubatão proibiu a Usiminas de fazer novas demissões coletivas sem intermediação com os sindicatos que representam os trabalhadores (Metalúrgicos e Engenheiros). 

A decisão liminar (provisória) da juíza Anna Carolina Marques Gontijo atende a pedido do Ministério Público do Trabalho. A empresa anunciou ao sindicato que demitiria mais 500 trabalhadores em junho, além dos quase dois mil que já havia mandado embora desde 2015 – praticamente metade do quadro.

Em nota, a Usiminas “reitera que continua empenhada em potencializar suas linhas de laminação de forma a manter operações e empregos, dentro das possibilidades que o mercado permite”.

Pico de produção

A meta anunciada por Leite é chegar até outubro à produção média de 120 mil toneladas mensais de chapas laminadas. Como a usina local está sem produzir aço, a Usiminas está comprando as placas na Companhia Siderúrgica do Atlântico (CSA), no Rio de Janeiro, e as transporta de trem até Cubatão.