Floresta Nacional no Pará pode ter área reduzida

 

22/08/2016 

 

A área da Floresta Nacional de Jamanxim, no Pará, corre o risco de ficar menor. Segundo o Ministério Público Federal, um estudo do Instituto Chico Mendes para Conservação da Biodiversidade (ICMBio) indica uma possível redução da área.


 
Para conservar o perímetro da floresta, o Ministério Público emitiu uma recomendação ao ICMBio no último dia 12. O órgão ambiental tem 15 dias úteis a partir do recebimento do arquivo para se pronunciar.


 
Para o Ministério Público, qualquer mudança no tamanho da unidade de conservação pode vir a engrossar os índices de desmatamento; além disso, coloca em risco espécies consideradas raras ou ameaçadas de extinção como a onça-pintada, o macaco-aranha e a arara-azul.


 
De acordo com a procuradora da República, Janaína Andrade, desde a criação da unidade de conservação, em 2006, pecuaristas e madeireiros da região pressionam o governo para destituir a área protegida. Alguns fazendeiros chegaram a entrar na Justiça solicitando a revisão dos limites da floresta, mas não tiveram êxito.


 
Janaína Andrade explica ainda que Jamanxim é uma unidade de conservação da categoria Flona - Floresta Nacional. Ou seja, permite a presença humana de forma restrita. Ela alega que a ideia do ICMBio seria mudar a categoria da região para APA – Área de Preservação Permanente. O que permite uma maior interferência humana, segundo Andrade, visando apenas o lucro e não a conservação do meio ambiente.


 
"A flona protege mais a biodiversidade porque ela permite a presença humana de comunidades tradicionais que, via de regra, e com dados técnicos e estatísticos são pessoas que interagem de forma positiva na natureza. Diferentemente daquelas pessoas que entram na área protegida para a degradação, para uma atividade econômica irresponsável", explicou Janaina.