Em São Vicente - Contação de história incentiva o aprendizado na escola EMEF Saulo Tarso Marques de Mello

 

Por Prefeitura Municipal de São Vicente 

A leitura tem o poder de transportar para um mundo diferente, sem que o leitor saia do lugar. É isso que acontece com a turminha do 1°ano C da EMEIEF Saulo Tarso Marques de Mello (R. Onze - Parque Continental).  O projeto “A festa dos inesquecíveis 100 livros lidos”, da professora Angela Aparecida de Oliveira, em conjunto com a escola, tem o intuito de incentivar a leitura e a criatividade por meio da contação e deleite de histórias, com e sem legendas e o uso de fantoches, sombras e dramatizações.
As histórias despertam emoções, imaginação, interesse e expectativas. Ouvir ou contar uma trama ajuda a preservar culturas, valores e, claro, partilhar conhecimento. Essa forma de ensino, respeitando os eixos estabelecidos pela base curricular municipal, foi uma sugestão do Instituto Avisa Lá (Centro de treinamento em São Paulo), cuja coordenadora Cleide Ferreira foi uma das multiplicadoras.
Os encontros diários de Angela, que também é contadora, com a galerinha garantem um novo enredo todo dia. No fim de cada reunião, as crianças comentam sobre a obra lida e seus valores. Depois, um aluno é escolhido para atualizar o registro dos livros, trabalhando também o aprendizado dos números.
A precursora da ação, que atua como professora desde 1996, está em sua segunda turma do projeto e ressalta a relevância da iniciativa. “Eu sempre contei histórias, e a leitura sempre foi presente nas minhas aulas. Mas, este método simples, porém com um significado grandioso, faz com que os alunos tenham a sensação de dever cumprido. Planto aqui e talvez eu não veja a colheita, mas dentro de mim tenho o orgulho de ter lançado as sementes”.
No fim do ano, os meninos e as meninas terão tido acesso a 100 livros e poderão conferir a expressiva marca nas listas, que formarão um longo caminho de papel.


Prazer na leitura – Aqueles que participam dessa aventura de conhecimento, como Maria Eduarda Fidalgo, de 6 anos, consideram o projeto uma fonte de inspiração. “Gosto muito de ler, descobri que quero ser professora por causa das histórias. Quando eu crescer, vou fazer com os meus alunos o mesmo que a professora Angela”.
Para os que estão em processo de alfabetização, como Murillo Ferreira, de 6 anos, as histórias são um meio de introdução ao mundo dos livros. “Gosto muito de escutar. Quando eu aprender a ler, vou querer ler muitos livros”, comentou o garoto, que sonha ser piloto de avião.  
O último encontro é sinônimo de festa. Os pequeninos podem ir caracterizados de personagens expostos durante os encontros. Além disso, “comes e bebes” são levados, e o 100º livro vira uma apresentação de teatro.

Desfecho - A última trama, “Colcha de Retalhos”, esboça a vida de Felipe, que gosta muito de ir à casa da avó. Além dos bolos e doces deliciosos que prepara, ela étambém uma ótima contadora de histórias.Juntos, confeccionam uma colcha de retalhos, e cada pedacinho remete a um momento de suas vidas. Tais lembrançasacabam conferindo ao menino a primeira sensação de saudade.
O livro escolhido para o fechamento do projeto casa perfeitamente com os encontros. Juntos, as crianças e a professora criam pequenos momentos,que são marcados nas listas.
No fim, a relação de obras estudadasformaum tipo de colcha de retalhos, “costurada” por cada aluno da ação, resultando em bons momentos, que um dia serão lembrados.

Foto: Site da Prefeitura de S'ao Vicente