Especialistas criticam pequenas hidrelétricas no Pantanal

29/01/2016                                 Michelle Moreira

 

A implantação de PCHs, as pequenas centrais hidrelétricas no Pantanal Matogrossense tem sido criticada por alguns pesquisadores.


O maior problema seria a falta de avaliação dos efeitos desses empreendimentos na dinâmica das águas de cada rio barrado.


Entre os que criticam as PCHs está a bióloga Débora Calheiros. Ela afirma que as construções causam uma série de problemas ambientais.


Débora Calheiros questiona, ainda, a facilidade para a aprovação dos licenciamentos dessas centrais. Segundo ela, a grande maioria depende apenas da autorização dos órgãos estaduais.


Os estudos previstos também são mais rápidos. Para Débora, o procedimento facilitado desperta cada vez mais o interesse do setor privado.


De acordo com a Secretaria de Meio Ambiente do Mato Grosso (Sema), o processo de licenciamento de uma PCH não exige o EIA-Rima, o Estudo e Relatório de Impacto Ambiental.


A avaliação é obrigatória no caso de usinas que produzem mais de 30 megawatts e demora cerca de um ano para ficar pronto.


Apesar da não exigência de EIA-Rima, a superintendente de Infraestrutura da Sema, Lílian Ferreira, explica que os estudos para a aprovação das pequenas centrais hidrelétricas não são menos complexos.


De acordo com dados da Secretaria de Meio Ambiente do Mato Grosso, pouco mais de 70 processos de PCHs aguardam aprovação dentro da instituição. Sendo que mais de um desses documentos pode se referir a um mesmo empreendimento.


Vinte e quatro obras tiveram a licença de operação aprovada pelo órgão. Dessas, nove tiveram que apresentar estudos de impacto ambiental.


Para entender o que está acontecendo na Bacia do Paraguai, está sendo elaborado um plano hidrológico.


A ideia é identificar os problemas e apontar soluções. Participam representantes de vários órgãos do governo.


Esta primeira fase de identificação dos problemas tem previsão para encerrar no segundo semestre deste ano.